A fruta nativa da Região Norte contém um alto
valor nutricional e é a campeã brasileira no combate aos radicais livres. No
entanto é preciso bom senso no consumo porque ela é bastante calórica
Uma fruta característica da Região Norte do
Brasil, e bastante procurada por quem pratica exercícios físicos, vem
conquistando cada vez mais os adeptos de uma vida saudável e, principalmente,
as pessoas preocupadas em cuidar da saúde. O açaí, de sabor naturalmente amargo
(na versão concentrada, consumido nas grandes cidades, ele se torna mais
suave), tem sido objeto de inúmeras pesquisas científicas cujos resultados
apontam para um elevado valor nutricional. Quem aprecia a fruta concentrada ou
in natura não imagina que o seu consumo garante uma boa quantidade de vitaminas e de antioxidantes, que atuam
diretamente na eliminação dos radicais
livres, responsáveis pela prevenção de doenças e do envelhecimento.
Segundo a nutricionista Elaine Martins
Bento, diretora da Associação Paulista de Nutrição (Apan), o açaí é rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas B1, C e E e
minerais, como ferro, fósforo,
cálcio e potássio. Também contém fibras
e alto teor de antocianinas, que são
os antioxidantes. "Além de ser um excelente repositor energético, beneficia o trânsito intestinal, pelo aporte
de fibras", diz a médica. A alta concentração desses nutrientes vem
chamando a atenção dos cientistas e as mais recentes pesquisas têm rendido à
fruta a fama de ser a campeã brasileira nesse quesito.
De acordo com a engenheira de alimentos
Eliana Ribeiro, professora da Escola de Engenharia do Instituto Mauá de
Tecnologia, de São Caetano do Sul, SP, o açaí possui elevado teor de antocianinas (1,02 g/100 g de sólidos
secos). "Elas garantem melhor
circulação sangüínea e protegem o organismo contra o acúmulo de placas de
gordura."
